MUSEU DO FUTEBOL 

 

Concepção

 

O Museu do Futebol surgiu a partir de uma parceria entre o governo do Estado e a prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e da São Paulo Turismo. Sua concepção e realização foram iniciativa da Fundação Roberto Marinho. Atualmente, é gerido pela Organização Social de Cultura IDBrasil – Cultura, Educação e Esporte – a mesma responsável pela gestão do Museu da Língua Portuguesa. A abordagem proposta presta

uma homenagem ao futebol, revelando-o como elemento fundamental na formação da cultura popular brasileira (www.museudofutebol.org.br, acessado

em 02/11/14). Assim, o discurso narrativo insere o futebol na realidade histórica, social e cultural do país no decorrer do século XX. No que tange

à comunicação com o público, são utilizados fortemente recursos tecnológicos e interativos. A própria instituição se apresenta da seguinte forma:

 

O Museu do Futebol foi concebido como uma sequência de experiências lúdicas, que relacionam o esporte e a vida brasileira no século XX. Um verdadeiro parque temático em torno da paixão que o futebol desperta. [...] Os pilares em que se formula seu projeto – arquitetura, conteúdo e museografia – foram integrados para transmitir ao público três conceitos que norteiam a visita: emoção, história e diversão. (www.museudofutebol.org.br, acessado em 02/11/14).

 

Ou seja, o Museu é concebido como um espaço de lazer e entretenimento, que propõe uma série de experiências relacionadas ao futebol, com objetivo não só de transmitir conhecimento e cultura, mas também de emocionar e divertir o visitante. No entanto, optou-se pela desvinculação a uma política de acervos, voltando grande parte do investimento financeiro para a proposta expográfica tecnológica. Conforme o trecho:

 

O Museu do Futebol é um museu de história que trabalha para a preservação e difusão de um acervo de referências e indicadores da memória do fenômeno social futebol. Tem como missão, portanto, investigar, preservar e difundir o futebol em suas múltiplas facetas e como expressão cultural significativa na história brasileira dos séculos XX e XXI. (www.museudofutebol.org.br, acessado em 02/11/14).

 

Uma vez desvinculado de uma política de aquisição de acervos, foram utilizadas novas estratégias de pesquisa e documentação referentes ao tema – como, por exemplo, execução de pesquisa baseada na etnografia – com objetivo de recolher informações sobre a prática do futebol nos dias de hoje. Os dados recolhidos compõem um banco de dados acessível ao público com o resultado das pesquisas. Nesse sentido, foram criados o Núcleo de Tecnologia e o Núcleo de Recursos Humanos, responsáveis pela manutenção do acervo tecnológico. Alguns objetos, contudo, passaram a ser incorporados à coleção do Museu – como a camisa do Pelé. No entanto, os objetos são produtos de doações, desvinculando-se de políticas

de aquisição de acervos. Na verdade, a questão do acervo tecnológico parece ter sido decorrente de uma série de entraves que dificultaram a compra de coleções e objetos relacionados à memória do futebol. Conforme o trecho: “o fato é que a falta de objetos não foi exatamente uma opção conceitual. A curadoria tentou negociar raridades e esbarrou nos valores pedidos por colecionadores para ceder suas camisas, bolas e chuteiras. Acabou optando pelo caminho virtual. (FILHO , 2008, 1).

 

De qualquer forma, a ideia desenvolvida no Museu do Futebol, segundo entrevista realizada com o curador Leonel Kaz, foi conceber um museu sem relíquias, cujo objetivo é de despertar percepções nos visitantes de modo livre e intuitivo. Assim sendo, o público poderia entrar em contato com objetos e raridades durante as exposições temporárias. Por outro lado, destaca-se a importância do papel educacional e da universalização do acesso a todos os públicos nos eixos de concepção do Museu do Futebol, assim como no Museu da Língua Portuguesa. Constituem objetivos institucionais “executar programas para todos os públicos, promovendo a cidadania, além da inclusão social e cultural” e “preservar e difundir, com finalidade educativa, o patrimônio cultural e esportivo brasileiro”. (www.museudofutebol.org.br, acessado em 12/10/14).

 

Implantação

 

O local escolhido para a implantação do Museu foi o volume sob as arquibancadas frontais do Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho – o Pacaembu. A proposta de arquitetura se desenvolve a partir dessa escolha, ao passo que todo o percurso museológico revela a estrutura de concreto do estádio. A associação do futebol ao estádio é irrefutável – o que direcionou os debates para a implantação do projeto no Pacaembu. O estádio, por sua vez, apresenta grande importância para a memória do futebol em São Paulo, tendo sediado partidas importantes na década de 1940 e localizando-se em frente à Praça Charles Müller – que homenageia o responsável pela introdução do esporte no país.

 

Inicialmente, no entanto, a ideia era de locar o Museu sob as arquibancadas do Tobogã, na extremidade oposta à entrada principal do estádio. Isso faria perder a potencial relação com a praça adjacente. Deste modo, as discussões se voltaram para a implantação do Museu na porção frontal do estádio, de modo que usos não diretamente relacionados ao percurso museológico – como bar, loja, auditório e bilheteria – poderiam possibilitar novas formas de apropriação da praça e do próprio estádio enquanto equipamento esportivo e cultural. Além disso, a porção dianteira do Pacaembu acessível ao público

era apenas utilizada como bilheteria e entrada dos jogos – passando a maior parte do tempo sem utilização. Ainda, a praça Charles Müller se encontrava numa situação de deterioração e falta de gerenciamento de usos. Deste modo, o Museu do Futebol se apresentou como uma potencialidade para reativar a relação entre o estádio e a praça.

 

O Pacaembu apresenta a particularidade de ser gerido pelo município de São Paulo e não por nenhum clube de futebol particular. Mesmo assumindo caráter eminentemente público, “houve momentos em que o conjunto esportivo teve ameaçada sua permanência ou sua função de estádio municipal e espaço público”. (MUNHOZ e WENZEL, 2012, 82). O uso do Pacaembu como estádio ainda continua ameaçado, se considerarmos a construção do Estádio do Corinthians e a finalização da reforma do Arena Palmeiras – o que acabou por reduzir a quantidade de jogos sediados no estádio municipal.

Nesse sentido, cresce a importância da implantação do Museu do Futebol, no sentido de manter e potencializar a utilização do Pacaembu.

 

Ao contrário do Museu da Língua Portuguesa e do Museu do Cinema, o Museu do Futebol não pertence a um circuito cultural definido. Na sua região,

é o único equipamento cultural de relevância. A própria carência desse tipo de infraestrutura no bairro do Pacaembu justifica sua implantação e evidencia que o Museu se relaciona profundamente com as dinâmicas urbanas da região.

 

Projeto de Arquitetura

 

O Museu do Futebol foi concebido pelo arquiteto Mauro Munhoz sob as arquibancadas frontais do Estádio do Pacaembu, recuperando, preservando

e dando uso a um edifício já existente. O estádio foi originalmente projetado pelos arquitetos Ricardo Severo e Arnaldo Dummont Villares, do escritório Ramos de Azevedo, na década de 30. É tombado em nível estadual (Condephaat, 1994) e municipal (Conpresp/DPH, 1988). O projeto de arquitetura revela as estruturas do Pacaembu, deixando aparente o avesso das arquibancadas e mostrando seu interior em meio aos diversos níveis acessíveis por escadarias. Não foram utilizados forros desnecessários, nem quaisquer outros elementos que ocultassem a estrutura do estádio. Além disso, dutos de ventilação e aparelhos de ar condicionado foram deixados à mostra, descolados da estrutura original. No pavimento térreo, foi demolida a longa parede de alvenaria onde funcionavam as antigas bilheterias, com objetivo de potencializar a relação das pessoas com a praça adjacente.

 

As premissas de projeto tinham como objetivo revitalizar o edifício, respeitando seu passado (MUNHOZ e WENZEL, 2012, 118). Assim, partiu-se da ideia de valorizar a construção como parte integrante da exposição, enaltecendo vistas externas e internas do edifício e deixando a estrutura totalmente à mostra. Deste modo, o projeto arquitetônico e de restauro previu a retirada de lajes, alvenarias e revestimentos, tornando a estrutura da arquibancada visível quase por inteiro. A demolição das lajes deu lugar a longas alas longitudinais cheias de pilares, criando galerias sucessivas que conduzem o visitante. Algumas soluções adotadas tem como objetivo demonstrar as relações entre o espaço do museu e a arquitetura na qual está inserido – como o pé direito triplo adotado no hall de entrada, a passarela que une os dois blocos do edifício, a abertura que permite visita à arquibancada e a presença de janelas que filtram visuais do entorno. Veremos, a seguir, como essas soluções se articulam com o espaço museográfico.

 

Percurso Museológico

cansou de ler?

 

O percurso proposto para o Museu do Futebol, assim como o Museu da Língua Portuguesa, segue o esquema de circulação dirigida, partindo da porção central no nível térreo em direção ao terceiro pavimento e retornando ao espaço inicial. A estrutura do estádio aparente confere unidade ao percurso museal, constituindo um cenário que remete à atmosfera do futebol durante toda a visita. No caso do Museu do Futebol, os elementos de comunicação visual não apresentam forte impacto visual, mas orientam e guiam o visitante no decorrer do percurso, trazendo informações sobre a proposta dos ambientes. O projeto de museografia, desenvolvido por Daniela Thomas e Felipe Tassara, apresenta o percurso como um espaço contínuo, que se

desconstrói conforme o visitante passa por cada sala. As estruturas propostas para a exposição se inspiram no mobiliário urbano e de apoio à construção

de edifícios, que dialogam os materiais brutos utilizados nas paredes (ferro, aço, metais e madeiras) e com as instalações prediais deixadas à mostra.

 

Assim, trata-se de uma leitura da proposta de se manter a visibilidade das estruturas do edifício (KAZ, 2014, 144). O primeiro espaço proposto, após a compra do ingresso na bilheteria e da passagem pelas catracas, intitula-se Grande Área. É um espaço de acolhimento do público, com pé direito triplo, que mostra integralmente o volume sob as arquibancadas. São exibidas 487 reproduções ampliadas de camisas, flâmulas e outros símbolos que remetem à memória afetiva das torcidas em relação aos clubes. A exposição ocupa toda a extensão das empenas e dialoga com o desenho das arquibancadas. Neste local, o visitante encontra uma escadaria de acesso ao primeiro pavimento, onde é recepcionado por monitores com um vídeo gravado por Pelé. A seguir, entra na sala Pé na Bola, onde uma sequência de seis telas compõe um vídeo que mostra o movimento dos pés conduzindo a bola. O escurecimento do ambiente é grande em relação ao espaço anterior. Nota-se, também, a redução da escala do espaço – pois o visitante sai de um grande hall com pé direito triplo e entra numa sala acanhada, com pé direito simples. A partir deste ponto, marca-se a entrada do visitante no percurso museológico, perceptível pela redução do contato com a luz natural e pela valorização das luzes e sons trazidos pela proposta tecnológica.

 

A sala Pé na Bola serve de antecâmara para ao próximo espaço, Anjos Barrocos. Nesta sala, são apresentadas projeções de vinte e cinco ídolos do futebol brasileiro em onze telões suspensos no ar. As imagens foram captadas em posições de jogo e no tamanho natural de cada jogador, tonalizadas de azul numa tentativa de “santificar” os jogadores como ídolos do esporte  (www.museudofutebol.org.br, acessado em 02/11/14). Vale ressaltar que a projeção das imagens extrapola o espaço da tela, interagindo com o espaço arquitetônico. O som de atabaques africanos cria uma sensação de inquietação no visitante. Ainda, há uma prancha disponível para consulta com informações biográficas dos jogadores. Em maio de 2015, a jogadora

Marta passou a compor a sala Anjos Barrocos, por ocasião da exposição temporária que homenageia o futebol feminino – uma atualização da proposta

da sala. Na sequência, o visitante percorre a sala Gols, na qual é convidado a entrar em uma das dez cabines existentes e escolher depoimentos que narram e mostram gols marcantes na história das Copas do Mundo e do futebol brasileiro. Mais do que os gols em si, a sala apresenta o olhar dos depoentes sobre a importância daqueles momentos. Dois vídeos foram acrescentados em 2009  (www.museudofutebol.org.br, acessado em 02/11/14), mostrando a necessidade de atualização e reinvenção dos conteúdos trabalhados por esse tipo de museu. Tal proposta apresenta forte apelo emotivo,

mobilizando as recordações pessoais do visitante e fazendo-o reviver os momentos narrados. 

 

Proposta semelhante ocorre na sala adjacente, chamada de Rádio, na qual o visitante entra em uma das nove cabines e é convidado a escolher narrações de famosos locutores de rádio por meio de um dispositivo dial. Na verdade, há uma videoanimação que intercala sons a imagens e palavras escritas. O próximo espaço se chama Exaltação. O percurso na sala se inicia com a subida por uma escada rolante, que teatraliza, ainda mais, o espetáculo apresentado. Depois da subida, o visitante se detém numa plataforma, na qual assiste a projeções de cantos de torcidas brasileiras que se acendem e se apagam em telões e na estrutura do estádio. O espaço arquitetônico é realmente impressionante, ao revelar os pilares que sustentam as arquibancadas. Além disso, a reverberação sonora do espaço, associada ao uso do sistema de som sorround, torna o espetáculo ainda mais impactante, fazendo o visitante se sentir como se estivesse no meio de uma torcida. Estruturalmente, a sala marca “o ponto em que a arquibancada deixa de estar diretamente apoiada sobre o solo do talude e passa a ser sustentada por pilares e vigas. [...] Determinados de um lado pelo avesso da arquibancada, de outro pelos limites da construção e, embaixo, pela terra do talude, esses espaços são altamente expressivos: neles, a estrutura do estádio está visível como em nenhum outro lugar.” (MUNHOZ e WENZEL, 2012, 151). 

 

A próxima sala que se apresenta é intitulada Origens. Neste espaço, são mostradas 436 imagens emolduradas, incluindo fotografias e reproduções de obras de arte. Todas as imagens estão dentro de um recorte temporal que vai do final do século XIX até a década de 1930. A proposta da sala é de inserir o futebol no cotidiano brasileiro desse período, mostrando momentos importantes do início da profissionalização do esporte. A cenografia proposta buscou criar uma ambientação de casa de colecionadores de pinturas. O suporte expográfico permite a rotação das imagens, revelando ainda mais imagens. Vale lembrar que não só fotografias são apresentadas – há também nove monitores de vídeo e um catálogo para consulta. O próximo espaço proposto se chama Herois. Trata-se de uma proposta que considera os ídolos do futebol no mesmo patamar de outras personalidades de importância na formação cultural brasileira. Um vídeo de dez minutos é projetado em uma tela arredondada, em frente à qual há bancos que convidam o visitante a um momento de pausa. Ao mesmo tempo, são feitas projeções no vidro do outro lado da sala com dados biográficos referentes às personalidades tratadas. A seguir, após passar por uma cortina preta, o visitante se depara com um único vídeo projetado – que exalta a perda histórica da Copa de 50 da seleção brasileira para o Uruguai, no Estádio do Maracanã. Ao fundo, há um som grave de coração pulsante, que comunica com ênfase a mensagem da sala – de que o Brasil perdeu aquela final, mas depois, se consagrou como o único país pentacampeão mundial. Essa sala se chama Rito de Passagem. A sala seguinte, Copas do Mundo, traz uma série de fotos e vídeos relacionando a história das Copas a imagens que rememoram acontecimentos políticos, sociais, econômicos e culturais. A expografia se baseia em oito totens que trazem a história de quatro copas cada um, destacando as vitórias brasileiras na competição. Valoriza-se a importância da imagem para a composição da narrativa proposta para a sala. Depois, duas vitrines são apresentadas expondo a camisa do Pelé e uma sequência de bolas da Adidas desde 1970. É possível encontrar outros objetos nesta vitrine – como uma camisa doada por Chico Buarque ao Museu. Em seguida, é feita uma homenagem aos ídolos Pelé e Garrincha, atletas que nunca perderam uma partida jogando juntos pelo mesmo time. A exposição é feita por meio de dois dispositivos suspensos circulares que mostram vídeos e fotos dos jogadores. Há frases iluminadas na cor verde em paineis de LED que circundam o dispositivo. A seguir, o visitante passa por uma passarela de madeira suspensa por tirantes que divide em duas partes o percurso museológico. É um espaço interessante no qual se tem contato com a luz natural e com o ambiente externo, sendo possível avistar a Praça Charles Müller e o Bairro do Pacaembu.

 

A passarela suspensa, ainda, aproxima o visitante de detalhes da arquitetura – como o forro do hall de entrada. O uso da madeira para a execução da passarela remete à construção do edifício, na qual foram utilizadas formas de madeira para auxiliar na concretagem. Além disso, deixa evidente que se trata de uma intervenção posterior. A segunda parte do percurso se caracteriza pela exacerbação da proposta interativa. A primeira sala, Números e Curiosidades, apresenta um grande almanaque que comenta regras, estatísticas, movimentos de futebol, curiosidades, depoimentos e frases célebres de radialistas e personalidades em paineis coloridos. A estrutura do dispositivo expográfico se assemelha tanto àquela utilizada na Sala das Origens, quanto na Sala das Copas – recordando andaimes e estruturas de construção. Nas placas, pode-se ressaltar o uso de cores fortes, letras grandes e desenhos didáticos. Em meio às placas, há vitrines com objetos do cotidiano relacionados ao tema – como bolas, chuteiras, cartões de árbitros, apitos, etc. – e pequenas telas onde são mostrados nove vídeos com depoimentos. Em meio ao percurso, existem mesas de pebolim para mostrar os diferentes esquemas táticos utilizados pelos treinadores – uma proposta interativa e didática, embora não se utilize de alta tecnologia. A seguir, é possível acessar as arquibancadas, onde o visitante usufrui de uma bela vista do gramado e do contato com a luz natural, num momento do percurso que mostra a exuberância do edifício enquanto estádio de futebol. Adiante, encontra-se um ambiente interno e escuro, chamado de Dança do Futebol. A estrutura cenográfica é composta por três bolas gigantes – sendo que dentro de cada uma há três monitores de televisão que mostram vídeos referentes a gestos e movimentos do futebol – como defesa, dribles e gols. O visitante, então, vislumbra a existência da biblioteca e midiateca, onde pode acessar computadores e um pequeno acervo relacionado ao tema do futebol. À sua frente, encontra uma escada pela qual retorna ao primeiro pavimento. Essa descida é ritmada pela presença de bandeiras dos times brasileiros – outro exemplo de exposição de objetos do cotidiano. 

 

De volta ao primeiro pavimento, o visitante se depara com a sala Jogo de Corpo – que apresenta a maior concentração de atividades interativas do museu. Um dispositivo ótico mostra imagens relacionadas ao mundo do futebol seccionadas e espelhadas de modo a formarem a imagem de uma bola. Há pequenos campos virtuais projetados no chão nos quais é possível chutar e interagir com uma bola virtual. Ainda, há um catálogo com informações sobre os times brasileiros de futebol, exposto em forma de um grande fichário. Existe, também, uma a atividade Chute a gol, na qual o visitante é convidado a bater um pênalti num gol virtual. Há um dispositivo que mede a velocidade atingida pelo chute. Além disso, o visitante pode acessar a sua foto durante a atividade no site do Museu. Essa sequência de experiências agrada muito ao público infantil, que consegue se divertir de forma lúdica com atividades relacionadas ao futebol. O percurso continua com uma espécie de sala na qual é possível assistir a um vídeo se sentando numa pequena arquibancada. O fechamento desta sala, bem como da área Chute a gol, é feito com telas recordando ambientes de quadras de esportivas. Logo na saída, há a presença de mais três monitores que exibem detalhes de jogadores – apenas possíveis de serem captados com câmeras de alta tecnologia. Próximo à escada que conduz novamente ao pavimento térreo, o Museu presta sua Homenagem ao Pacaembu. São expostas reproduções do projeto original numa tela interativa, uma série de fotografias do edifício nas décadas de 1940 e 50, uma maquete e um filme sobre a inauguração do estádio, cedido pela Cinemateca Brasileira. Na saída, o visitante se depara com uma loja de artigos esportivos e com um bar, no qual pode, inclusive, assistir a partidas de futebol transmitidas pela televisão. O acesso a esses espaços é público e independe da visita ao museu.

 

 

depoimentos 

“Gostei da Sala das Origens, com várias fotos e imagens. Mostrou como o futebol Faz parte da cultura brasileira. Que lugar melhor para haver um Museu do Futebol que não no Brasil?”

"A sala de que eu mais gostei foi a que contava a história das Copas. É muito impactante. Mas em uma visita só não é possível ver tudo! Tem que voltar várias vezes”.

“Achei o espaço um pouco claustrofóbico. Havia poucos momentos de contato com a luz natural. É o oposto da sensação de espaço aberto que se tem quando se está no estádio”.

“O Museu tem partes bem legais para quem quer aprender sobre futebol. É muito didática e divertida a sala que explica cada elemento que compõe a partida:

escanteio, lateral, grande área, gol, tipos de gol...”

"A velocidade chute ao gol e o bate-bola nos campinhos virtuais são atrações que a criançada adora. Saí de lá muito surpresa”.

 

Bibliografia

 

CORBIOLI, Nanci. Intervenção dá maior fôlego a estádio e entorno. Revista Projeto Design, ed. 336, fev./2008, pg. 80-83.

 

FILHO, Sérgio Xavier. O Museu do Futebol inaugurado no Estádio do Pacaembu. 18/09/09. Disponível em: www.abril.com.br, acessado em 22/02/15.

 

KAZ, Leonel (org.) Museu do Futebol: um museu experiência. São Paulo, ID Brasil Cultura, Educação e Esporte, 2014.

 

KAZ, Leonel. Museu do Futebol: a experiência da palavra. 29/11/09. in: www.folha.com.br, acessado em 22/02/15.

 

MELENDEZ, Adilson. Reorganização da área interna abre espaço para projeto cultural. Revista Projeto Design, ed. 345, nov./2008, pg. 74-79.

 

MUNHOZ, Mauro e WENZEL, Marianne. Museu do Futebol: arquitetura e requalificação no Estádio do Pacaembu. São Paulo, Ed. Romano Guerra, 2012.