IMG_1405 ed.jpg

Revista do Centro de Preservação Cultural da USP (jul. 2019)

O conceito de interatividade tem sido amplamente utilizado como premissa para a estruturação  institucional de museus, sendo comumente introduzido no espaço museológico nas décadas recentes. A museografia interativa frequentemente aparece como alternativa para a apresentação de acervos formados a partir de bancos de dados digitais, participando ativamente da constituição de museus encarados como centros de referências e da criação das narrativas museais. O artigo pretende analisar a interatividade entendida

como diálogo entre arquitetura, museografia e museologia, investigando sua relação com a concepção e recepção do espaço expositivo contemporâneo. Para tanto, possui como foco principal a análise do contexto brasileiro a

partir dos casos de referência selecionados: Museu do Futebol (São Paulo, 2008) e Museu do Amanhã (Rio de Janeiro, 2015). Com o estudo proposto,

pretende-se aprofundar o entendimento sobre a consolidação do campo da museografia interativa no Brasil, verificando suas implicações para o

projeto de arquitetura museal.

O MUSEU COMO ESPAÇO DE INTERAÇÃO: ARQUITETURA, MUSEOGRAFIA E MUSEOLOGIA

I Seminário em História e Fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo PPG FAU USP

(mai. 2018)

O conceito de interatividade tem sido amplamente utilizado como premissa para a estruturação institucional de museus, sendo comumente introduzido no espaço museológico nas décadas recentes. A museografia interativa frequentemente aparece como alternativa para a apresentação de acervos formados a partir de bancos de dados digitais, participando ativamente da formação de museus encarados como centros de referências e da constituição das narrativas museais. Embora a interatividade em museus seja um tema recorrente em estudos acadêmicos recentes, a relação entre o conceito e o projeto de arquitetura de museus ainda constitui uma questão passível de investigação. Por esse motivo, constitui o centro principal deste artigo investigar a relação entre o conceito de interatividade e o projeto de arquitetura, tendo como foco principal a análise do contexto brasileiro a partir dos casos de referência selecionados: Museu do Futebol (São Paulo, 2008) e Museu do Amanhã (Rio de Janeiro, 2015).

A INTERATIVIDADE NO ESPAÇO EXPOSITIVO: OS CASOS DO MUSEU DO FUTEBOL E DO MUSEU DO AMANHÃ

estadio_do_pacaembu peb.jpg

Revista do Centro de Preservação Cultural da USP (dez 2017)

Propõe-se uma reflexão sobre a inserção do futebol brasileiro nas dinâmicas globais nos anos recentes, suscitando pressões pela modernização de estádios sobretudo a partir da execução de eventos internacionais no Brasil – a Copa das Confederações (2013) e a Copa do Mundo (2014). Nesse sentido, observa-se a disseminação do imaginário relacionado ao “padrão Fifa” e ao “sonho na nova arena” como desejo de representação da grandeza dos principais clubes brasileiros. Como esse contexto, entretanto, relaciona-se aos interesses associados à preservação de estádios encarados como patrimônio cultural? Para executar essa análise, emerge o caso do Estádio do Pacaembu, em São Paulo, tombado em nível municipal e estadual, que vem sendo objeto de amplas discussões nas décadas recentes. 

ESTÁDIO DO PACAEMBU: DO PALCO DE EMOÇÕES AO GIGANTE SEM DONO

Transarquitetônica_04.jpg

www.archdaily.com.br (dez 2016)

A dificuldade de se pensar sobre a arquitetura brasileira vem sendo enfrentada continuamente por arquitetos, historiadores, teóricos, críticos e pelos demais profissionais que se detém a analisar reflexivamente as amplas questões relacionadas ao tema. Nesse sentido, o olhar artístico, ao tangenciar e instigar reflexões sobre o assunto, também pode contribuir para os debates em curso sobre a historiografia da arquitetura brasileira. Para tanto, pode-se tomar como exemplo a obra “Transarquitetônica”, proposta pelo artista Henrique Oliveira, em 2014, no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo. 

TRANSARQUITETÔNICA: UM OLHAR SOBRE A ARQUITETURA (BRASILEIRA)

IMG_9965.JPG

XIV Seminário de História da Cidade e do Urbanismo USP São Carlos

(set 2016)

O século XX foi marcado pelos impactos da modernização e da industrialização, propiciando uma série de questionamentos acerca das consequências da produção serial no campo das artes, arquitetura e cidade. O crescimento da cultura pop norteamericana, associado ao contexto de crise do objeto, da arte e da cidade, relaciona-se diretamente à produção da arquitetura e do espaço urbano, que passam a assumir características dos meios de comunicação de massas. A questão principal suscitada por esta reflexão é compreender como os museus se inserem no contexto da sociedade de massas. Desta maneira, o artigo se desenvolverá a partir de três eixos de análise. Em primeiro lugar, propõe-se o estudo da cultura pop e de suas implicações na produção do espaço urbano – enfatizando as experiências norte-americanas de Disney e Las Vegas. A seguir, será avaliada a arquitetura como elemento de inserção do museu na sociedade de massas – a partir dos exemplos do Museu Solomon R. Guggenheim (Nova York, 1959), do Centro Cultural Georges Pompidou (Paris, 1977), do Museu Guggenheim Bilbao (Bilbao, 1992), entre outros. Por fim, será proposta uma reflexão sobre o papel do museu no contexto da pós-modernidade e da cultura de massas.

MUSEUS COMO FENÔMENO DE MASSAS: ARTE, ARQUITETURA E CIDADE

pompidou.jpg

Capítulo de Livro (E-book). Ponta Grossa, São Paulo. Editora Atena, 2018. 

O século XX foi marcado pelos impactos da modernização e da industrialização, propiciando uma série de questionamentos acerca das consequências da produção serial no campo das artes, arquitetura e cidade. O crescimento da cultura pop norte-americana, associado ao contexto de crise do objeto, da arte e da cidade, relaciona-se diretamente à produção da arquitetura e do espaço urbano, que passam a assumir características dos meios de comunicação de massas. Observa-se a emergência de um paradoxo entre a sociedade midiática do consumo, a crise do conceito de historicidade e a concomitante valorização e difusão das instituições museológicas a partir da década de 1960. Logo, a questão principal suscitada por esta reflexão é compreender como os museus se inserem no contexto da sociedade de massas. 

MUSEU COMO FENÔMENO DE MASSAS: ARTE, ARQUITETURA E CIDADE.

mole antonelliana torino ppt.jpg

#15 art mídia lab . Encontro Internacional de Arte e Tecnologia UFG

(out 2016) 

A ampla utilização de recursos tecnológicos, cenográficos e interativos no espaço expositivo contemporâneo, garantindo a aproximação do grande público a partir de artifícios como projeções, vídeos e terminais multimídia, associa-se ao processo de desmaterialização do acervo e estabelece novas relações entre o público e o espaço arquitetônico. É possível estabelecer um discurso museológico a partir das novas tecnologias da comunicação? Quais as consequências dessa opção no âmbito da preservação patrimonial e da concepção espacial? Para tanto, serão analisados o Museu da Língua Portuguesa (São Paulo, 2006), o Museu do Futebol (São Paulo, 2008) e o Museu do Cinema (Turim, 2000).

TECNOLOGIA, MATERIALIDADE E ESPACIALIDADE NO MUSEU CONTEMPORÂNEO

19.jpg

Revista do Programa de Pós-Graduação da

FAU USP (mar 2017)

A análise do processo de transformação do espaço do museu a partir da ampla utilização de recursos tecnológicos, cenográficos e interativos, garantindo a aproximação do grande público a partir de artifícios como projeções, vídeos e terminais multimídia, consiste no objetivo principal deste artigo. Dentro desse contexto, três exemplos significativos são trazidos para subsidiar as reflexões propostas: o Museu da Língua Portuguesa (São Paulo, 2006), o Museu do Futebol (São Paulo, 2008) e o Museu do Cinema (Turim, 2000). Os casos escolhidos foram considerados como representativos da utilização de tecnologia expográfica para o tratamento de temas imateriais. Busca-se responder às seguintes perguntas: que possibilidades surgem a partir da relação entre público, espaço e novas tecnologias? É possível pensar na formação de um campo de experimentação artística autônomo? Qual o papel da arquitetura nesse contexto? Deste modo, o artigo se estruturará a partir dos enfoques: arquitetura, acervo e público, visando à compreensão das novas questões que se colocam para os museus na contemporaneidade.

ARQUITETURA, ACERVO E PÚBLICO NO MUSEU CONTEMPORÂNEO 

29 rgb.jpg

III Simpósio Internacional de Pesquisa em Museologia (nov. 2017).

O estudo proposto tem como objetivo refletir sobre as novas relações que se estabelecem entre os princípios teóricos da museologia e as recentes criações de instituições museais que, ao desenvolver temas relacionados ao “patrimônio imaterial”, desassociam-se do colecionismo de acervos materiais e propõe novas relações museológicas entre público, acervo e espaço museal. Nesse sentido, investigar quais são as novas relações que se estabelecem no que se refere ao chamado “fato museal”, conceito desenvolvido por Waldisa Rússio Guarnieri, é a proposta desta reflexão, a partir do caso específico do Museu da Língua Portuguesa

(São Paulo, 2006).
 

O CONCEITO DE "FATO MUSEAL" E O MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA

ontario.jpg

Revista Visit Art Curatorial Magazine

(mar 2016)

Nova Iorque . Toronto . Ontario . São Paulo

Cada vez mais estimulantes, os museus vêm despertando a atenção de públicos variados, atraídos não somente pelas exposições, mas também pela diversidade dos espaços arquitetônicos propostos. É notável a popularidade dos museus na atualidade. Longas filas, projetos de arquitetura ambiciosos e presença massiva nos meios de comunicação e nas redes sociais configuram-se como práticas habituais nos últimos anos. A visita ao museu passa, cada vez mais, a abranger públicos heterogêneos, mesclando lazer, cultura e entretenimento. De fato, os museus constituem atrações imperdíveis nos circuitos culturais e turísticos das cidades, alimentados pelos altos investimentos em marketing, produção e renovação de exposições permanentes, ampliando assim seu raio de difusão institucional.

ARQUITETURA E NOVAS TECNOLOGIAS: MUSEU COMO FENÔMENO DE MASSAS

 

ARTIGOS PUBLICADOS

 

DOWNLOAD DOS ARQUIVOS

O MUSEU COMO ESPAÇO DE INTERAÇÃO

arquitetura, museografia e museologia (jul 2019)

artigo publicado na Revista CCP-USP

ESTÁDIO DO PACAEMBU

do palco de emoções ao gigante sem dono (dez 2017)

artigo publicado na Revista CCP-USP

ARQUITETURA, ACERVO E PÚBLICO

no museu contemporâneo (mar 2017)

artigo publicado na Revista Pós-Graduação FAUUSP

TECNOLOGIA, MATERIALIDADE E ESPACIALIDADE

no museu contemporâneo (out 2016)

artigo publicado no #15 ART Media LAB

MUSEUS COMO FENÔMENO DE MASSAS

Arte, Arquitetura e Cidade (set 2016)

artigo publicado no XIV SHCU